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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Se aperceber de alguns detalhes da vida é preciso


-Quem se descuida de seus pais/ na envelhecência deles/
Perde uma excelente oportunidade de conhecê-los
Sob um novo ângulo totalmente/ oposto/ ao de provedor...
Sempre ali à disposição dos filhos, pra o quê der e vier!

-Entretanto/ quem/ resilientemente/por nada desse mundo/
Não se ausenta em cuidá-los/ na envelhecência deles/
Seguramente/  desesconderá / para si mesmo/
As pessoas maravilhosas que eles/ seus pais/
Na realidade/ o são/ no silente mistério de seu ser /
Ainda pungente de vida a pulsar/ aos borbotões/
E de sonhos e mais sonhos a pulularem/ aos flocos....
Prestes a florir ao léu!

 -Mas descobrir isto/ só  após o partir deles rumo à eternidade/
E pôr-se a lamuriar-se sobre os porquês de tanta descompaixão/
É no mínino um despautério achaquante... Ora!!

RELMendes – 22/05/2018


O que passou /passou


-Tudo é tão passageiro
Vida/ Amores/ Prazeres
-Tudo é tão veloz
Sonhos// Anelos/até Dores
E banais Bem-quereres
-Tudo mal principia
E zás/ vai-se ao vento!

-Quando nos damos conta/pronto:
Restam-nos rastros/ apenas/
Daquele tudo /tão ligeiramente pleno/
Mas também/ tão ligeiramente veloz!

-E depois/ cá quedamo-nos nós/ como fôramos
Cata-ventos a girarem tresloucados/ sem cessar/
Quiçá/ a espera do retorno/ desse tudo/ passageiro/
- Tão lmprevisivelmente/rápido -
Que não voltará/novamente/ Jamais!

RELMendes – 23/05/2018



segunda-feira, 21 de maio de 2018

UM SAVEIRO DE VERSOS




-Singra, singra,sereno,
O saveiro de meus versinhos,
- nas águas caudalosas das lembrança -
Impulsionado pelos ventos da esperança
E pelo meu forte desejo.de que ele não
Soçobre ao léu,por aí afira,jamais
Vez que, por mim e, quiçá,por tantos outros,
Ele, meu saveiro de versinhos, acalentadores,
Carece muito de atracar, suavemente, lá
Na vereda de meus sonhos...poéticos,
A perambularem, muito alhures daqui!

-Ah! Deixai pois, que o saveiro de meus versinhos
Percorra o trajeto de todos corações solitários
E que depois, bólido, parta sereno
Em busca de outros corações assaz carentes,
Que a vigiarem ansiosos o horizonte, sem fim,
Ávidos, o esperam pra acalentar-lhes as dores!...

-Ó! Deixai pois, que o saveiro de meus versinhos
Resvale aqui e ali,ou em qualquer lugar do mundo,
Pra saciar e ungir...tantos corações sedentos de saber,
Com melódicas e belas estrofes poéticas, sobretudo,
Àqueles que desejam verdadeiramente,
Por elas se besuntarem por inteiro.. .

-Por fim...peço, insistentemente, aos prantos até
Deixai pois, que o saveiro de meus versinhos
- que a velejar, serenamente, num mar de ternura -
Atraque bem de mansinho,, lá pelos campos floridos
De “Capim Dourado” do “Jalapão do Tocantins”,
Onde repousam minhas recordações...
E uma saudade sem fim!...

Montes Claros (MG), 08-08-2011
RELMendes

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Meu voo é sempre altivo


-Queiram ou não/ arribo-me aos céus sim
Quer ao alvorecer esplendoroso
Ou ao anoitecer quase em breu
A qualquer momento que me apraza
E despudoradamente!

-Se me espanto de repente
Por qualquer coisinha à toa
Inexpugnavemente
Alço voo /pra bem alhures dalí
Quiçá/ por inesperado susto
Quiçá/por um instinto maior:
O de sobrevivência/ quem sabe?

-Mas sempre voo ou voarei altivo a procura
D’onde eu possa aconchegar-me tranquilo
Sem temor algum de me apoquentar à beça
Seja lá porque quer que o for!

-Será que há nesse mundo este bendito lugar?
Se há ou não/não sei/ mas anelo-o
Inexpugnavelmente!

RELMendes – 17/05/2018


Flores-mulheres do Araguaia distante (Mimo poético à Zélia e Ita Maia)


-Desvestido de qualquer inspiração poética
Tentei mesmo assim  aplacar de algum jeito
A ira da silenciosa musa nesse agora de mim tão arredia:
- Abri apressado a janela que dá pra minha varandinha
E pus-me a contemplar completamente encantado
A belezura de um velho pé de ipê lilás em flores
- Que da dita janela bem se podia vislumbrá-lo extasiado –
Só pra instigar de alguma maneira à tão arredia musa...

-Logo então prorrompi em ternas lembranças
Que ao fluírem borbulhantes à beça
- Como se fora um caudaloso rio -
Fizeram-me resvalar de pronto de corpo e alma
Por saudosas e deliciosas recordações sem fim:
- A decida íngreme da rua Caiubi/ em Sampa...
- A porta sempre fechada que durante anos abri...
- O apartamento aconchegante onde por anos vivi
Rodeado por graciosas flores-mulheres silvestres
E porquanto orvalhado pelo frescor inenarrável
Do belo Araguaia distante...

-Flores-mullheres  generosíssimas
Pois  sempre foram assiduamente  presentes
Em meu irrequieto caminhar à época da juventude
- Tão sem rumo nem sequer prumo algum  -
E porque sempre aos amanheceres douravam-se
De muita ternura e incontáveis gentilezas
Para tentarem acalentar-me à beça
Em meus irrequietos dias...
Plenos de utopias!

-Flores-mulheres  boníssimas
Pois sempre foram muito presentes
Em meu irrequieto caminhar tão juvenil
E também porque em todos os anoiteceres
Sob o argênteo clarão do raríssimo luar de Sampa
Elas sempre se permitiam enluarar-se de alegria
Só pra alumiar-me os malvistos rastros abusados
De meus desvairados sonhos...

-Flores-mulheres amorosíssimas
- Sempre  efetivamente  presentes
Em meu irrequieto caminhar tão juvenil -
Saibam  vocês criaturas de coração lindo
Que ainda hoje e quiçá sempre quem sabe
Irão perfumar-me os dias de saudades tantas...

-Ah minhas amadas flores-mulheres silvestres
Do belo Araguaia distante... Quanta beleza!
Quanta saudade desescondida!

RELMendes – 04/07/2010

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Quem não se espanta na vida quiçá já morreu


-Porquanto isto/eu não me canso de dizer sempre:
- Gosto que me enrosco do amanhecer...lampejante!
- Amo o anoitecer prestes a enluarar-se...por inteiro!
- Encanto-me à beça  com clarão do luar... argênteo!
- Espanto-me de alegria ao ver a vida fluir despudorada
 Em mim e em tudo ao meu de redor...aos borbotões!
- Perco-me em deliciosas sandices ao contemplar
 Uma bela mulher faceira...a perambular por ai afora/                             
Sorridente e/ totalmente  emponderada!
- Aprazo-me em encharcar-me todinho num delicioso
Banho de chuva...porreta!
- Rasgo-me em sorrisos ao apreciar de esguelha
As crianças a tecerem suas traquinices por demais
 Inconsequentes...sem constrangimento algum!
- Inebrio-me ao inspirar o aroma exalado/ sem avareza/
Das touceiras de manjericão do meu quintal...
- Estarreço-me encantado ao defrontar-me
Com um beija-flor a rodear-me inesperadamente/
- Derramo-me de felicidade ao toque da campainha
Que certamente  desentreter-me-á do mais do mesmo
Cotidiano e entreter-me-á com um bate papo rápido/
Mas no mínimo diferente!
Portanto/ vivo constantemente espantado com a Vida!

RELMendes – 08/05/2018              



domingo, 13 de maio de 2018

MÃE é um pedacinho de eternidade em pessoa



-MÃE /quer biológica ou afetiva/pouco importa/
Quando tem vocação maternal/de verdade/
É / sem sombras de dúvidas/
Um pedaçinho de eternidade/em pessoa/
Que se derrama /generosamente/ pela terra/e:
- Faz-se menina /sapeca/pra alegrar  o mundo/
- Faz-se moça/ namoradeira/cheia de amor
- Faz-se/por fim/ útero canteiro/bem adubado/
Pra acolher-nos em seu ventre/aconchegante/
- Nossa toca primeira na vida... Ora! –
- Pari-nos às dores/até quiçá/ aos berros!
Quem sabe/ senão ela?

-Mas/ah/ logo ao despencarmos no procênio
 Dessa vida/ totalmente/ abilolada/porém bela!
Ela/a MÃE/ imediatamente/ rasga-se em sorrisos/de alegria/
- Cobre-nos de beijinhos e cheirinhos/gostosos/à beça/
- Faz-se alimento/ aos borbotões/pra nos amamentar/
- Pois /desde o nascer /somos sempre uns famintos -
- Alareira-se todinha pra nos aquecer da friagem/
Ou aventania-se /aos extremos/pra nos proteger
De quem quer que seja/ou de qualquer coisinha/à toa/
Que ouse/ por desventura/ nos apoquentar/ de repente!

-Entretanto/ MÃE/esse pedacinho de eternidade/em pessoa/
Um dia seguirá o curso do rio da partida que a levará rumo
À lá de onde veio/novamente... É a lei da vida!
E deixa-nos-á por aqui/ muito a contragosto dela/por decerto/
- E a contragosto nosso também/sobretudo! -
Porém /nossa MÃE/ essa pessoa amada/ deixará conosco aqui:
- Muitas lembranças/inesquecíveis/que  gostamos de recordar/à beça/
- Saudades /tantas/ de seus afagos/ acalentadores/pacas/
E uma orfandade/ avassaladora/ que /na gente/ sempre
Plangerá /a cântaros!

RELMendes 09/03/2018